O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um pedido do candidato a presidente pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, para a retirada de conteúdos compartilhados em grupo privado no WhatsApp. Em sua decisão, publicada na sexta-feira (12), o ministro Luis Felipe Salomão disse que, nesse caso, “a comunicação é de natureza privada e fica restrita aos interlocutores ou a um grupo limitado de pessoas”, segundo informa reportagem de Nathan Lopes no UOL.
Os advogados da chapa de Fernando Haddad e Manuela D’ávila apontam que o grupo “A Rede – Eleições 2018”, formado no WhatsApp e que conta com 173 participantes, dissemina “mensagens ofensivas e inverídicas contra os candidatos”.
As mensagens divulgadas no grupo são grosseiras e caluniosas, dizendo que Haddad promove encontro com pessoas nuas, taxando-o como pedófilo, e que Manuela D’ávila defende o fim do cristianismo.
TSE combate fake news?
O TSE, no início do ano, ganhou destaque em todas as mídias ao dizer que faria um grande trabalho de combate à Fake news. No entanto, chegando já no segundo turno, a corte ainda não combateu com dureza a proliferação de mentiras divulgadas pela extrema-direita, lançando apenas um site informativo e retirando 35 notícias caluniosas contra Fernando Haddad. Ainda assim, a burocracia permitiu que as notícias fossem apagadas apenas às vésperas da votação no primeiro turno, comprometendo todo o pleito eleitoral.
Fontes: brasil247 + REDAÇÃO