SÓ SEI QUE FOI ASSIM

 

 

  • Fernando Caldeira

 

Se a memória não me trai, era 2008 quando o então presidente Lula anunciava ao Brasil e ao mundo a descoberta, pela Petrobrás, do chamado pré-sal, uma enorme reserva de petróleo que colocaria o país entre os maiores produtores do mundo.

Dali em diante os brasileiros conheceram um calvário que parece não mais ter fim.

Tempos atrás comentei que entendia ser a descoberta do pré-sal e a mudança do regime de exploração e concessão de poços de petróleo em nosso país o vilão do que veríamos após.

Por que? Ora, porque o Brasil passava, como disse, a ser um país com uma das maiores reservas petrolíferas do mundo. Falava-se, inclusive, do Brasil ingressar na OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo, onde, entre outros, aparecem Kuait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar… .

Mas, e daí, pergunta você? E daí que aquele país terceiro mundista onde o povo adora futebol e carnaval teria a partir de então a chave para seu real desenvolvimento: o petróleo. Ainda mais quando a presidenta Dilma sancionou a lei que garantia 75% dos royalties do petróleo para educação e 25% para a saúde.

Faça a conta: muito petróleo, muitos royalties. Muitos royalties, muito dinheiro para a educação (75%) e para a saúde (25%). Resumo: desenvolvimento sustentável!

Desenvolvimento sustentável interessa a nós, mas a outros não! E como em toda a nação existem os “Calabar” e “Silvério do Reis”, logo encontraram um Aécio Neves, um Deltan Dallagnol e um Sérgio Moro para fazer o serviço sujo e entregar às grandes potências a riqueza nacional que nos faria livres do jugo ou da canga que ainda hoje nos torna submissos econômica, material e financeiramente a elas.

Lembro-me que chegamos a ser a 6ª. economia do mundo e chegaríamos a 3ª. muito em breve; hoje somos a 14ª.

E isso não foi “obra” do acaso, absolutamente. Isso é resultado da falta de educação cidadã, filha primogênita das más escolhas nas urnas. Seu voto tem consequência! Seu voto é seu amanhã!

 

 

• Jornalista e radialista