O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, onde participará da cúpula do G7 como convidado. O encontro reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido e acontece entre os dias 15 e 17 de junho.
Esta será a décima participação de Lula na reunião do grupo das maiores economias industrializadas do mundo na condição de convidado. A agenda oficial do presidente brasileiro está concentrada nos dias 16 e 17 de junho.
De acordo com o Palácio do Planalto, Lula participará de sessões dedicadas a temas como parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial. A programação também prevê encontros bilaterais com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
A presença do presidente brasileiro ocorre em um momento de intensificação dos debates globais sobre desenvolvimento econômico, cooperação internacional e os impactos das novas tecnologias na economia mundial.
Inicialmente, Lula viajaria para a França apenas na segunda-feira (15). A decisão de antecipar o embarque foi tomada diante da possibilidade de um contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula.
A avaliação do governo brasileiro levou em conta a possibilidade de Trump participar apenas da abertura do encontro, repetindo o que ocorreu na edição anterior do G7, realizada no Canadá.
A estratégia do Planalto é aproveitar a presença simultânea dos dois líderes no evento para manter aberto o canal de diálogo entre Brasília e Washington.
A expectativa de um eventual encontro ocorre em meio a divergências recentes entre os dois países. Desde a reunião realizada na Casa Branca, em maio, o governo norte-americano classificou facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e passou a discutir a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Entre as medidas cogitadas pelos Estados Unidos estão uma tarifa de 25%, relacionada ao que Washington classifica como práticas comerciais prejudiciais aos interesses norte-americanos, e outra de 12,5%, vinculada a questionamentos sobre mecanismos de combate ao trabalho forçado.
Apesar das tensões, o governo brasileiro decidiu não solicitar formalmente uma nova reunião bilateral entre Lula e Trump. A avaliação do Planalto é que o encontro realizado recentemente nos Estados Unidos reduz a necessidade de uma nova agenda oficial neste momento.
As negociações sobre as tarifas deverão continuar concentradas nas equipes técnicas de comércio exterior e diplomacia dos dois países, por meio do grupo de trabalho criado para tratar do tema.
Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que Lula e Trump poderão ter uma conversa informal durante a programação do G7, caso se encontrem em atividades paralelas ou nos corredores do evento. Até o momento, porém, não há reunião oficialmente marcada entre os dois presidentes.
REDAÇÃO + brasil247