prefeita de Cajazeiras, Corrinha Delfino (PP), usou entrevista à Rádio FM Cidade para responder às críticas por causa do veto ao projeto de comedouros e bebedouros para animais de rua e o contrato licitatório de R$ 14,2 milhões para gestão da frota de veículos oficiais. E a resposta foi técnica, sem rodeios.
Sobre o veto, Corrinha alegou vício de iniciativa. “O Legislativo não pode enviar projetos que criem despesas para o Executivo. É o contrário”, afirmou. Negou descaso: o município está finalizando o Centro de Recuperação Animal, com investimento de quase R$ 400 mil em recursos próprios e inauguração prevista para agosto de 2026. O veto, segundo ela, é constitucional, não ideológico.
Quanto ao contrato de R$ 14,2 milhões para gerenciamento, manutenção e abastecimento da frota, Corrinha disse que o certame atende recomendação do TCE-PB. O sistema informatizado de cartões e rastreamento já gerou economia: em três meses, a fiscalização permitiu à Secretaria de Infraestrutura adquirir uma minicarregadeira de R$ 350 mil. A prefeita contextualizou: o gasto mensal com combustível é de R$ 400 mil; em dez meses, R$ 4 milhões. “Do total de R$ 14,2 milhões, sobram R$ 10 milhões para serem diluídos com manutenção e peças. Não há o que esconder, tudo com total transparência”, concluiu. Os números estão na mesa.
REDAÇÃO + coisasdecajazeiras