RE-REINCIDENTE – O tamanho do privilégio em ser um homem branco

Corria o mês de abril de 2009, quando Carlos Guilherme Santos Machado, então promotor de Justiça aqui na Paraíba, chamou uma jovem até o seu apartamento, em Cajazeiras. Lá, ele estuprou a jovem, que conseguiu fugir do apartamento e pedir socorro. A Justiça só acatou a denúncia de abuso sexual três anos depois do crime.

Em junho do mesmo ano, Carlos Guilherme Santos Machado Consta nos autos, atirou em Patrício Silva. Patrício tentava proteger a irmã, que estava em sua casa. Carlos Guilherme tentou invadir a casa de Patrício e retirar sua irmã de lá, à força. Durante essa tentativa de invasão, Carlos Guilherme ainda ameaçou uma criança PCD, de 10 anos de idade. Nesse caso, o promotor de Justiça passou 5 meses preso.

No segundo caso, Carlos Guilherme foi julgado em 2020, e condenado a 4 anos e 4 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e lesão corporal grave. Em 2023 a defesa tentou anular o julgamento, mas não conseguiu.

Já em relação ao crime de abuso sexual, o julgamento só aconteceu esse ano. Carlos Guilherme foi condenado a 7 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de atentado violento ao pudor (atualmente tipificado como estupro). Ele recorre em liberdade.

Em 2015 o Ministério Público da Paraíba exonerou Carlos Guilherme do cargo.

Eis que chegamos em 2026 e o digníssimo ex-promotor volta novamente às páginas da imprensa, por proferir ofensas machistas e misóginas num grupo de whatsapp. Foram suas ‘colegas’ de trabalho que expuseram os prints e levaram o caso até a Corregedoria da Polícia Civil do Pará. Sim, o ex promotor de justiça, condenado por agressão e abuso sexual, era delegado na cidade de Abaetetuba, no nordeste do Pará, desde 2022.

Consta que Carlos Guilherme Santos Machado foi reprovado na investigação social do processo seletivo, mas entrou no cargo por meio de decisão judicial, assinada pelo desembargador Mairton Marques Carneiro

A assessoria da Polícia Civil do Pará afirmou que ele será afastado do cargo de delegado devido à segunda condenação e, em nota, afirmou que a conduta ética será apurada pela Corregedoria, No entanto,  a Polícia Civil não informou o dia exato do afastamento.

Se você ainda se pergunta o que o privilégio do homem branco significa, espero que essas informações consigam esclarecer.

 

Fontes: REDAÇÃO + paraibafeminina