PESQUISA BTG/NEXUS – Lula (49%) amplia vantagem e vence Flávio (43%) com 6% de maioria no 2° turno

A quarta rodada da pesquisa BTG/Nexus mostra uma mudança gradual, mas consistente, na disputa presidencial. No principal cenário de primeiro turno, Lula (PT) subiu de 40% para 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recuou de 35% para 33%. Com isso, a vantagem do presidente passou de cinco para nove pontos percentuais, o maior intervalo registrado pela série até o momento.

Nenhum dos candidatos posicionados fora da polarização consegue se aproximar dos líderes. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4%, enquanto Romeu Zema (Novo), Joaquim

A inclusão de novos nomes no questionário não alterou de forma significativa o quadro da disputa presidencial. O ex-presidente do STF Joaquim Barbosa registra 2% das intenções de voto no cenário principal e 3% em uma configuração alternativa, enquanto o ex-governador mineiro Aécio Neves estreia com apenas 1%. Os resultados indicam que, apesar da ampliação da oferta de candidaturas, nenhuma delas demonstra capacidade de atrair um contingente relevante de eleitores ou de desafiar a predominância de Lula e Flávio Bolsonaro, que seguem concentrando a maior parte das preferências do eleitorado.

Outro dado relevante é o grau de consolidação do eleitorado. Entre os eleitores de Lula, 81% afirmam que seu voto já está decidido e não deve mudar até a eleição. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, esse percentual é de 77%, indicando que ambos possuem bases relativamente cristalizadas.

Segundo turno mais favorável a Lula

As mudanças observadas no primeiro turno também aparecem nas simulações de segundo turno. No principal confronto, Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro. O presidente passou de 47% para 49%, enquanto o senador manteve 43%, mantendo-se estável em termos absolutos, mas vendo a diferença aumentar de quatro para seis pontos. O resultado continua dentro de uma faixa competitiva, mas reforça a posição mais confortável do presidente em comparação às rodadas anteriores.

Nos demais cenários, Lula também preserva vantagens robustas. Contra Romeu Zema, lidera por 49% a 39%; diante de Ronaldo Caiado, vence por 48% a 39%; e contra Renan Santos, abre 49% a 36%. Em todos os casos, o presidente aparece próximo ou acima do patamar de 48%, enquanto seus adversários permanecem abaixo de 40%.

Rejeição dificulta crescimento de Flávio 

Quando analisada pela ótica da rejeição, a pesquisa mostra uma mudança relevante no principal passivo eleitoral da disputa. O percentual de eleitores que afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro “de jeito nenhum” subiu de 50% para 52% entre maio e junho, atingindo o maior nível da série histórica. Lula, por sua vez, manteve sua rejeição estável em 47%, abaixo dos 49% registrados no início do acompanhamento.

Os dados sugerem que o peso da rejeição, que por muito tempo foi visto como um obstáculo maior para o presidente, passou a recair com mais intensidade sobre o senador.

Em resumo, os dados sobre a corrida eleitoral sugerem que o ambiente eleitoral tornou-se ligeiramente mais favorável ao presidente. Lula ampliou sua vantagem no primeiro turno, manteve crescimento nos cenários decisivos e continua demonstrando capacidade de reunir uma coalizão eleitoral mais ampla do que seus adversários em eventuais confrontos de segundo turno.

Avanço na aprovação de governo 

Lula também apresentou melhora nos indicadores de avaliação do governo. A aprovação da gestão federal avançou de 47% para 48%, enquanto a desaprovação se manteve em 47%, revertendo o saldo negativo observado nas rodadas anteriores.

Na avaliação da gestão, o percentual que considera o governo ótimo ou bom subiu de 37% para 38%, alcançando o melhor resultado da série, enquanto a avaliação ruim ou péssima oscilou de 40% para 41%. Já a parcela que classifica o governo como regular oscilou de 22% para 21%. Os dados reforçam a tendência de recuperação da imagem do governo e ajudam a explicar o ambiente mais favorável encontrado por Lula nos cenários eleitorais.

A pesquisa ouviu 2.017 pessoas entre os dias 12 e 14 de junho em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06645/2026.logo-jota

 

 

REDAÇÃO + jota.info