Policlínica da Zona Norte.
Centro de Eventos.
Restauração do Mercado Público.
Museu da Cultura.
Urbanização do Açude Grande.
Perimetral Norte.
Perimetral Leste.
Todas essas obras foram dadas como prioritárias e listadas em caudaloso discurso do deputado Chico Mendes (PSB), então pré-candidato à Prefeitura de Cajazeiras, em 2024.
Chico acabou não concorrendo ao cargo por impedimento da justiça eleitoral, mas prosseguiu como deputado.
A pergunta que faço é simples: deputado, o senhor destinou recursos de suas emendas parlamentares para aquelas obras?
Deputado, o senhor fez algum pronunciamento na Assembleia Legislativa reivindicando ao Governo do Estado a realização de pelo menos uma daquelas obras?
Tais indagações têm fundamento, excelência, vez que nenhuma obra daquela lista que o senhor elaborou como prioritárias e listou no discurso na Zona Norte de Cajazeiras foi sequer iniciada.
Tudo ficou apenas no verbo de um parlamentar que se dirigia ao povo cajazeirense, buscando apoios e votos.
E agora deputado, na eleição de outubro próximo, o que será dito àquele cajazeirense que lhe ouvia quando V. Exa. bradava a plenos pulmões que Cajazeiras necessitava daquela obras todas, sem que nenhuma delas tenha sequer sido iniciada?
Como explicar ao eleitor que se quer novamente o seu voto, se nenhum centavo de suas emendas parlamentares foi destinado para tais obras?
A palavra é o ativo mais importante de quem tem um mandato parlamentar como instrumento político do bem. Parlamento vem do italiano PARLARE, que em português significa FALAR. Logo, parlamentar, é ter a fala como instrumento.
Mas que seja um instrumento do bem e da verdade, não a fala da boca para fora, não a fala como engodo, não a fala como ardil, não a fala para ludibriar, para obter votos simplesmente, mas a fala séria, compromissada com respeito àqueles que se dispõem a ouvi-la.
Lembro-me, agora, de uma fala do já falecido deputado Zenóbio Toscano quando ensinava: “o político pode perder e voltar a reconquistar tudo o que perdeu; o político só não reconquista a vergonha quando perdida!”
• Fernando Caldeira