No sertão de Cajazeiras – Quem está pelo Oeste paraibano é o Governador João Azevêdo e alguns auxiliares para realização de assembléia do orçamento democrático estadual (ODE), e entrega de obras nos municípios de São José de Piranhas e Carrapateira.
Nada definido em Cajazeiras – Foi exatamente isso o que disse João Azevêdo quando indagado sobre declaração do prefeito Zé Aldemir, ontem, de que não havia espaço para o PSB em sua chapa na eleição municipal. “Aqui em Cajazeiras não temos nada resolvido em termos de sucessão municipal; se não houver acordo o PSB terá candidato”, disse para espanto de muitos.
Declaração hermenêutica – O espanto ficou por conta da hermenêutica do que disse o chefe do executivo estadual.”Aqui em Cajazeiras não temos nada resolvido em termos de sucessão municipal; se não houver acordo o PSB terá candidato.” Significa, então, que havendo acordo o PSB não terá candidato em Cajazeiras! E acordo em Cajazeiras só pode ser com Zé Aldemir, prefeito e aliado de João.
Reforma tributária – Ainda que não taxe as grandes fortunas, imperativo de uma sociedade mais justa, a reforma tributária que hoje se propõe no Congresso Nacional tem méritos: 1º ) zero impostos da cesta básica (comida mais barata para o povo); 2º) cria IPVA para jatinhos, iates e lanchas; 3º) sintetiza e desburocratiza o número de impostos no país.
Pesquisas em alta – Quem quer disputar ou apoiar candidatura à prefeito nas eleições do próximo ano tem que começar a tomar algumas providências. A primeira e mais urgente delas é sentir o povo. Como? PESQUISAS! Só através delas os candidatos e ou apoiadores terão a exata medida do que pensa e quer o eleitor!
Mudança – Pela primeira vez desde que foi criada, a assembléia do orçamento democrático estadual – ODE – no Alto Sertão Paraibano, não será realizada em Cajazeiras. Desta feita será no município de São José de Piranhas, terra onde o deputado Chico Mendes foi prefeito e é sua principal base eleitoral. Um observador da cena política local brincou sério: “se deixarem, Chico leva o Palácio do Bispo pra Jatobá!”
Como se faz salsicha – Alguém já disse que se víssemos como são feitas as salsichas, não a comeríamos. A mesma coisa se pode dizer em relação a grande parte da imprensa brasileira: se vocês soubessem como são geridas emissoras da rádio, de TV, jornais, portais, sites e blog`s, como são feitas as pautas de jornalísticos e programas de entrevista, fariam questão de não ouvi-los, vê-los e lê-los. Portanto, sejam mais seletivos!
PL em chamas – O partido que abriga o ex-Presidente Jair Bolsonaro, o Partido Liberal (PL), está ardendo em chamas. E as labaredas podem intoxicar aliados e colocá-los em campos opostos dentro da legenda. Aliás, isso já está ocorrendo: numa reunião na manhã de hoje em Brasília, deputados aliados do inelegível criticaram o Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas por apoiar a reforma tributária em entrevista à imprensa ao lado do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Além disso, cinco Governadores bolsonaristas rejeitaram orientação do ex-presidente e se manifestaram pela reforma: Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ), Ratinho Júnior (PR), Romeu Zema (MG) e Ibaneis Rochas (DF).
PL em chamas – Preocupado com a temperatura alta no partido está o seu presidente, Waldemar Costa Neto. Macaco velho da tradicional política brasileira, observa a tudo para decidir seus próximos passos, que sempre são em favor não de quem necessariamente tenha razão, mas necessariamente de quem traga dinheiro para o PL. É o bessssta!
É muita família – A família Ribeiro, do ex-deputado e ex-prefeito de Campina Grande Enivaldo, é tão presente na política paraibana, que nos próximos pleitos pode faltar espaço para o clã: Lucas Ribeiro é Vice-governador, Daniella Ribeiro, sua mãe, é Senadora, e Agnaldo Ribeiro, sito tio, é deputado federal. Pense numa inflação!
E o Tribunal de Justiça nada – Enquanto isso vários processos da chamada Operação Calvário continuam aguardando que algum juiz se disponha a julgá-los. Até agora 11 magistrados já se averbaram suspeitos por motivos de foro íntimo, e não quiserem julgar nada. Isso é uma vergonha para a justiça paraibana e brasileira. Pessoas públicas têm seus nomes arrolados nos processos, se tornaram réus e não têm direito a um julgamento que pode torná-los inocentes? Como é isso? Ficarão elas para todo o sempre vítimas de uma suspeita? Márcia Lucena, ex-prefeita de Conde declarou que já não aguenta mais levar uma culpa do que não fez. Alô CNJ!!!
• Fernando Caldeira