Com uma infraestrutura bem mais ampla e acessível aos visitantes, a 30ª edição do Salão do Artesanato da Paraíba chegou ao fim neste domingo (30), em Campina Grande, superando as expectativas em comercialização e também no número de pessoas que visitaram o Salão durante os 19 dias de realização do evento, que teve como tema “Labirinto – A Arte que Une Gerações”. O 30º Salão de Artesanato da Paraíba ocorreu no Museu de Arte Contemporânea (MAC), resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e a Unifacisa.
De acordo com a gestão do Programa do Artesanato da Paraíba (PAP), foram comercializadas mais de 40 mil peças, totalizando R$ 1.000.340,00, resultado de um público visitante de 109 mil pessoas. Ao todo, participaram da 30ª edição do Salão do Artesanato da Paraíba 330 artesãos, oriundos de 46 municípios paraibanos, entre eles Campina Grande, João Pessoa, Lucena, Nova Palmeira, Cabaceiras e Itaporanga.
Novidades de sucesso – Ao chegar à sua 30ª edição, o Salão do Artesanato da Paraíba trouxe duas grandes novidades: a solidariedade, com a entrada ao evento mediante um quilo de alimento não perecível; e a conscientização ambiental, com a não utilização de sacolas e canudos plásticos.
Ao todo, foram arrecadadas 8,68 toneladas de alimento não perecível, que serão doadas a instituições carentes de Campina Grande, resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e a Diocese do município.
O padre Sérgio Leite, responsável pelo Vicariato Episcopal de Caridade, Justiça e Paz, da Diocese de Campina Grande, ressaltou que a parceria firmada com o Governo do Estado superou as expectativas. “Essa parceria foi algo surpreendente, já que o propósito foi sensibilizar a comunidade, que entendeu que a entrada ao Salão do Artesanato mediante um quilo de alimento não era um pagamento, mas sim um gesto de partilha e de solidariedade”, afirmou.
Homenagem e satisfação – Com o tema “Labirinto – A Arte que Une Gerações”, a 30ª edição do Programa do Artesanato da Paraíba homenageou seis mestras do labirinto, representando mais de quatro mil artesãos que trabalham com a tipologia no Estado, principalmente nas regiões Agreste e Brejo do Estado.
A artesã Terezinha Matias, de 68 anos, começou a trabalhar com o labirinto aos oito anos de idade. A artesã, de Riachão de Bacamarte, agradeceu a homenagem e destacou que foi um dos maiores prêmios que já recebeu. “Receber essa homenagem do Governo do Estado foi um grande reconhecimento depois de muita luta. Andei por várias cidades do Estado divulgando o meu produto, que agora ganha reconhecimento. Fiquei muito feliz”, comentou.
Ainda foram homenageadas Maria Marta Ferreira, de 57 anos (Ingá); Evanilda Cavalcanti de Farias, de 71 anos (Serra Redonda); Antônia Ribeiro de Mendonça (in memorian); Antônia do Nascimento Marinho, de 69 anos (Juarez Távora); e Rita Fernandes da Silva, de 78 anos (Ingá).
Já outros artesãos destacam as vendas do 30º Salão do Artesanato da Paraíba. Maria Lúcia Dornelas de Araújo participa do Salão do Artesanato pela 12ª vez. Ela comemorou os resultados do evento. “O Salão teve uma grande infraestrutura e uma localização perfeita, proporcionando esses resultados excelentes. A organização do evento está de parabéns”, finalizou.
Fontes: secom + REDAÇÃO
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