“O QUE FIZEREM COM A GENTE, FAREMOS COM ELES” – Lula manda recado a Trump após retirar credenciais de policial dos EUA – ASSISTA

O -presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu seguir adotando a reciprocidade com relação às medidas tomadas pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil.

 
 

“Parabéns por sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. O que eles fizerem conosco, nós vamos fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar para voltar à normalidade”.

No mesmo vídeo, Lula anunciou ainda a contratação de mil novos policiais federais para fortalecer o combate ao crime organizado. Segundo o presidente, essa será a primeira vez na história que a PF terá todos os seus cargos ocupados.

Assista:

 

 

Expulsão de delegado da PF dos EUA e reciprocidade; entenda 

A decisão da Polícia Federal de retirar as credenciais de um agente norte-americano no Brasil foi uma resposta direta a um movimento anterior do governo dos Estados Unidos contra um delegado brasileiro.

Na segunda-feira (20), o governo norte-americano determinou a retirada das credenciais do delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami como oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Na prática, a medida inviabilizou sua atuação no país e levou à sua saída da função.

Autoridades dos EUA acusaram o delegado de tentar manipular o sistema de imigração com objetivos políticos — alegação que surge após sua participação na operação que resultou na prisão, na Flórida, do ex-deputado Alexandre Ramagem, foragido da Justiça brasileira. Ramagem acabou sendo liberado posteriormente.

Diante da decisão, a Polícia Federal reagiu com base no princípio da reciprocidade. Nesta quarta-feira (22), o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, anunciou a retirada das credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava dentro da sede da PF, em Brasília.

“Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, afirmou Rodrigues em entrevista à GloboNews.

Segundo ele, a medida impede o agente de acessar instalações da PF e sistemas de informação utilizados na cooperação bilateral entre os dois países.

Rodrigues fez questão de diferenciar a ação de uma expulsão formal. De acordo com o diretor, nem o delegado brasileiro foi expulso dos Estados Unidos, nem o agente norte-americano será retirado do território brasileiro.

“Tanto o Marcelo Ivo não foi expulso dos Estados Unidos, como nós, Polícia Federal, não vamos expulsar ninguém do Brasil. Não é nosso papel”, disse.

Ele ressaltou que eventuais medidas diplomáticas mais amplas cabem ao Itamaraty, que já iniciou contatos com autoridades norte-americanas para tratar do caso.

Apesar da reação, o diretor da PF afirmou que a situação é indesejada. “À medida que uma agência tira as credenciais do meu policial, eu retiro as credenciais do policial norte-americano que está aqui — e faço isso com muito pesar”, declarou.

O episódio expõe uma escalada de tensão na cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos, em um contexto político marcado por atritos entre o governo de Donald Trump e decisões recentes da Justiça brasileira envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

 

REDAÇÃO + revistaforum