Um dos principais articuladores da campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2018 no Nordeste, o ex-deputado Julian Lemos voltou à tona e apontou o “puro suco de dissonância cognitiva” em foto publicada pelo bolsonarista Hélio Lopes (PL-RJ), que tentou, sem sucesso, reeditar os acampamentos golpistas ao armar uma barraca em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (25).
Eleito na esteira da ascensão bolsonarista em 2018 com as alcunhas de Hélio Bolsonaro e Hélio Negão – para tentar minimizar os ataques racistas do ex-presidente -, Lopes armou a barraca em frente ao edifício da corte e posou com um esparadrapo na boca, a Bíblia na mão e a Constituição no colo para conclamar apoiadores a se juntar a ele.
O ato, que ganhou o apoio do também deputado Coronel Chrisóstomo (PL-AM) e de alguns bolsonaristas que protagonizaram um “choraço” coletivo, foi desmobilizado durante a madrugada deste sábado (26) pela Polícia do Distrito Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Na publicação na rede X, Lemos compartilhou a foto de Hélio “Bolsonaro”, que classificou como “puro suco da dissonância cognitiva”.
“Hélio a camisa do Estado de Israel, Bíblia que tem escrito ‘Meu reino não é deste mundo’. e constituição que nunca leu. Sem o incentivo da burrice generalizada, não existiria o bolsonarismo. Política e religião é apenas teatralidade Política”, classificou o ex-aliado, que, vez por outra, revela nuances comportamentais de Carlos Bolsonaro nas redes.
Reedição da ode ao pneu
O delírio causado pela avalanche de fake news e discursos pela ultradireita nas redes sociais em torno da “ditadura” e da “perseguição” a Jair Bolsonaro (PL), que está prestes a ser preso por tentativa de golpe de Estado, reeditou uma das cenas mais icônicas dos atos golpistas, que resultou na depredação da Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Em novembro de 2022, um grupo de bolsonaristas foi flagrado em uma rodovia nas proximidades de Irati, no Paraná, cantando o Hino Nacional em uma roda formado em torno de um pneu – que se tornou símbolo dos atos golpistas, que fecharam estradas pelo Brasil pedindo “intervenção militar” após a vitória de Lula.
Horas antes de Alexandre de Moraes determinar o fim da encenação, determinando a retirada dos deputados do PL do local, os bolsonaristas fizeram uma roda em torno das barracas dos parlamentares e protagonizaram um “choraço” coletivo.
Ao convocarem uma oração ao mito, alguns bolsonaristas que estavam na roda caíram no choro.
A cena, flagrada pelo site Metrópoles, parecia uma ode a Jair Bolsonaro (PL), que também caiu em um choro desesperado na última quinta-feira (24) em culto na Catedral da Benção, em Taguatinga (DF), quando Moraes resolveu não mandá-lo para a prisão preventiva por descumprir as medidas restritivas – reveja a cena.
Fontes: REDAÇÃO + revistaforum