O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que atuou como vice-presidente da CPI do Genocídio, anunciou nesta quinta-feira (26) que prepara, junto ao seu partido, uma ação a ser protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o governo Bolsonaro a seguir a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de exigir comprovante de vacina contra a Covid para entrar no Brasil.
Segundo a Anvisa, sem o passaporte vacinal, o Brasil pode se tornar o destino preferencial de negacionistas e antivacinas nestes meses de maior fluxo de viagens por conta das festas de fim de ano e férias, o que pode agravar o quadro controlado da pandemia de Covid-19 no país e fazer do Brasil um paraíso de negacionistas. Por isso, a agência emitiu, na quinta-feira (25), nota técnica recomendando a exigência do comprovante de vacina para entrar no país.
Nesta sexta-feira (25), a Anvisa emitiu ainda uma nova nota técnica recomendando restrições para viajantes da África do Sul e outros 5 países por conta da nova variante do coronavírus descoberta recentemente. Cientistas vêm apontado que esta nova variante é mais contagiosa e há dúvidas sobre a efetividade das vacinas com relação a ela e, por isso, países europeus já estão intensificando restrições em seus aeroportos.
Bolsonaro, no entanto, já afirmou que não pretende adotar passaporte da vacina nos aeroportos e, como de praxe, minimizou o potencial destruidor do vírus. Na quinta-feira (25), seu ministro da Justiça, Anderson Torres, já tinha ido na mesma linha e se colocado contra a recomendação da agência sanitária.
“A declaração de Bolsonaro e do ministro da Justiça mostram que eles não vão cumprir [as recomendações da Anvisa]. Querem transformar o Brasil no paraíso dos antivacina. As instituições têm que impedir que esse desejo de morte triunfe”, disse Randolfe ao anunciar a ação no STF. “Acima do desejo de morte do presidente está a vida dos brasileiros”, completou o senador.
Fontes: REDAÇÃO + revistaforum
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