2025 foi um ano bom para o Brasil. As condições de vida da população melhoraram, a economia cresceu, se intensificou a distribuição de renda, as desigualdades regionais seguiram diminuindo, assim como as desigualdades sociais.
A autoestima dos brasileiros melhorou, a imagem do país para a população avançou. A sensação de que é bom viver no Brasil hoje avançou na população.
A imagem do Brasil no mundo também seguiu melhorando, graças, sobretudo, à ação do Lula e ao desempenho do governo. O país se tornou, nos últimos anos, um grande protagonista dos temas mais importantes no plano internacional.
Mas o Brasil precisa avançar muito, precisa dar continuidade ao que estamos vivendo no terceiro mandato do Lula. A primeira condição, é claro, é que o Lula seja reeleito e tenha um quarto mandato. Além disso, que ele possa dar continuidade ao seu governo, elegendo o seu sucessor.
O primeiro grande objetivo de um próximo mandato do Lula deve ser quebrar o papel que o capital financeiro, em sua modalidade especulativa, segue tendo na economia do país. Esse capital vive das taxas de juros altas, não promovendo o crescimento econômico nem gerando empregos.
O capital financeiro, através da especulação, é o principal elemento favorável à manutenção do neoliberalismo. Se não for rompido o papel central que ele ainda tem na economia, não será superado o neoliberalismo, não se passará do antineoliberalismo ao pós-neoliberalismo.
Outro objetivo que deveria ser prioritário em um novo governo Lula é fazer do Brasil um território livre do analfabetismo. Apesar de termos os métodos de Paulo Freire, continuamos a ter dezenas de milhões de analfabetos, incluindo os analfabetos funcionais – os que foram alfabetizados, mas não exercem a leitura e a escrita.
Uma das maiores dificuldades para lograr esse objetivo é o fato de que a maioria desses analfabetos são mulheres pobres, que nunca foram alfabetizadas. Haveria, antes de tudo, que localizar essas pessoas. Depois, convencê-las da necessidade de se alfabetizar e adaptar o vocabulário do método Paulo Freire ao seu universo.
Pessoas analfabetas não podem passar de indivíduos a cidadãos, porque não conseguem se informar sobre seus direitos e outras informações indispensáveis para o exercício da cidadania. Construir uma democracia real no Brasil do século XXI requer resolver esses problemas.
Que requereria também a mobilização dos estudantes, que poderiam ser os protagonistas fundamentais de um projeto dessa ordem.
Para que o Brasil siga melhorando, esses dois objetivos parecem essenciais.