ESCÂNDALO SÓ AUMENTA – Flávio procurou Vorcaro quando cúpula do PL-RJ já sabia que Castro tinha colocado dinheiro público no Master

operação da Polícia Federal que tem o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) como um dos alvos investiga a terceira onda de investimentos feitos pelo estado no banco de Daniel Vorcaro. O governo do Rio já havia feito dois investimentos que somavam R$ 1,1 bilhão para ajudar a salvar o banqueiro, quando decidiu dobrar a aposta. Fez novo aporte de R$ 2,6 bilhões.

Todas as datas são próximas da decisão de Vorcaro de atender pedidos de Flávio Bolsonaro para financiar o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, o “Dark Horse” (Azarão, em português). A investigação não relaciona os fatos, mas a cronologia desmonta a versão de Flávio de que ele desconhecia haver dinheiro público no escândalo do Master, já que, entre os entes federativos, o governo do PL do Rio foi quem mais deu dinheiro a Vorcaro.

Outro argumento do senador, o de que não sabia que Vorcaro era um banqueiro enrolado quando foi bater à sua porta para conseguir dinheiro, também não casa com a cronologia dos fatos.

Flávio diz que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024. Em 14 de outubro do mesmo ano, portanto dois meses antes, a conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Mariana Montebello, deu ciência ao governador Cláudio Castro das suspeitas de irregularidades.

Cláudio Castro é alvo de operação da PF contra aportes de R$3 bilhões em fundos do Banco M
 
Cláudio Castro é alvo de operação da PF contra aportes de R$3 bilhões em fundos do Banco M

Na Assembleia Legislativa, o deputado Luiz Paulo Correa da Rocha denunciava as operações de ajuda a Vorcaro também em outubro de 2024. Ou seja, a cúpula do PL do Rio, além do Poder Legislativo e de órgãos de controle, já tinha conhecimento das irregularidades quando Flávio procurou Vorcaro. O escândalo já era de pleno conhecimento no mundo político.

    Ao contrário dos primeiros dois investimentos, a terceira onda de aplicações foi um aporte de R$ 100 milhões no fundo Texas IFA, administrado pelo Master. A carteira tinha concentração extremada (96,12%) de ativos de uma única ação (Ambipar).
Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro em evento no Rio — Foto: Betinho Casas Novas/TV Globo

 

 

REDAÇÃO + g1