O senador paraibano Efraim Filho (Republicanos) reagiu à nota divulgada pela Federação União Progressista em defesa do ministro Dias Toffoli, do STF, e deixou claro que a posição não reflete o sentimento majoritário do Congresso. A O Norte Online, Efraim afirmou que a manifestação não foi debatida com as bancadas e reiterou que a investigação sobre o episódio envolvendo o Banco Master precisa ir até o fim, como deseja a população brasileira.
A nota da federação, divulgada na sexta-feira (13), foi assinada pelo presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, e pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Ambos mantêm relação próxima com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sendo Ciro apontado nos bastidores como um dos aliados mais próximos do banqueiro em Brasília. No texto, a federação afirma que “é preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida” e defende que “a Justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições”.
A manifestação, no entanto, provocou reação imediata dentro do próprio Progressistas. Cinco dos oito senadores do partido divulgaram nota conjunta afirmando que a posição da federação não foi previamente debatida nem contou com a anuência da bancada no Senado, portanto não pode ser interpretada como representativa da legenda. O grupo reforçou que a posição oficial do PP no Senado é contrária à linha adotada por Ciro Nogueira e Rueda.
Assinam a nota a líder do partido no Senado, Tereza Cristina, e os senadores Dr. Hiran, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinz e Margareth Buzetti. O episódio escancara um racha político dentro da base aliada da federação e expõe o desconforto de parlamentares com a tentativa de blindagem institucional em torno de ministros do STF no contexto do caso Banco Master.