O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Arthur Cunha Lima, e o corregedor da Corte, Fernando Catão, se reuniram emergencialmente para discutir como se pronunciar diante da denúncia de falsidade de documento do órgão, feita pela coligação do governador Ricardo Coutinho (PSB), na tarde desta terça-feira (07) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A Corte se reuniu logo após o advogado Fábio Brito, da coligação a ‘Força do Trabalho, protocolar ação de incidente de falsidade no TRE, questionamento a veracidade de informações sobre contratações e folha de pessoal prestadas pelo conselheiro Fernando Catão, corregedor do TCE, a processo que apura acusação de abusos na campanha.
Secretário apela ao Pres. do TCE
O Tribunal de Contas do Estado não pode se tornar uma extensão do escritório de advocacia de Cássio Cunha Lima. Com essa afirmação o secretário de Comunicação do Estado, Luís Tôrres, reforçou na tarde desta terça-feira (7) a suspeita de falsidade em documento encaminhado pelo TCE para os autos de uma ação de investigação em apreciação no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.
“O TCE é uma casa de grande responsabilidade e alguns setores internos não podem se tornar extensão do escritório de Cássio Cunha Lima”, disse.
Luís apelou ao presidente da Corte, conselheiro Arthur Cunha Lima, que não permita o uso político de setores do Tribunal em desfavor de gestores públicos, nesse caso o governador Ricardo Coutinho, supostamente prejudicado por informação considerada falsa sobre folha de pessoal.
TCE se pronuncia amanhã
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) só se pronunciará sobre a ação de incidente de falsidade, movida pela coligação do governador Ricardo Coutinho (PSB), no Tribunal Regional Eleitoral, na sessão do Pleno nesta quarta-feira (8).
Conselheiros da Corte se reuniram no final da tarde desta terça-feira para se posicionar sobre a suspeita levantada de erro no repasse de dados da folha de pessoal de 2014 para o TRE.
O ponto mais questionado pelo advogado Fábio Brito, do TSE, é o do acréscimo de cerca de 40 mil servidores no ano da eleição.
Os dados foram encaminhados pelo conselheiro Fernando Rodrigues Catão, corregedor do Tribunal de Contas.
Fonte: maispb + Redação
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