CALDEIRA POLÍTICA

– Há meses o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba apontou irregularidades administrativas na gestão da Câmara Municipal de Cajazeiras. Entre elas, a contratação de servidores com duplo vínculo e fantasmas. E até agora o presidente do legislativo, vereador Eriberto Maciel, fez de conta de que não é com ele. Mas é! Seu silêncio ou é desprezo à opinião pública cajazeirense ou é a confirmação de que não há resposta convincente para as irregularidades apontadas pelo TCE.



– “A partir de janeiro Cajazeiras enterra a sua velha política”, disse João Azevêdo (PSB) sábado último na convenção que homologou Chico Mendes e Pablo Leitão candidatos do partido naquela cidade. O governador não deve ter lembrado que entre os líderes a que se refere quando fala em “velha política”, está a sua secretária executiva do desenvolvimento social, Denise Albuquerque. Ou, se lembrou, está fazendo a política do ‘morde e assopra’!



– Aliás, quem deve estar esfregando as mãos de satisfação com essa afirmação do governador paraibano são os potenciais candidatos ao Palácio da Redenção em 2026: Efraim Morais, Romero Rodrigues, Veneziano Vital do Rêgo, Adriano Galdino, Hugo Motta, Cícero Lucena… . Afinal, se Azevêdo não quer “a velha política de Cajazeiras”, eles querem e a aguardam de braços abertos!



– O ex-vereador Rivelino Martins (PT-Cajazeiras) desistiu de disputar uma vaga na Casa de Otacílio Jurema e rompeu com o PSB. E de rompimento em rompimento o PT cajazeirense vai deixando claro à sua casta dirigente que não concorda com a utilização familiar/eleitoral que vem se fazendo com a legenda nestas eleições na terra do padre Rolim. Nessa batida, o PT de Cajazeiras sairá das eleições de outubro menor do que entrou!

 

-A Polícia Federal já deu alguma declaração acerca de um vídeo feito dentro das dependências da Rádio Difusora de Cajazeiras em que se sugere a entrega de alguma droga ao pré-candidato Chico Mendes, que ele garante ter sido a entrega de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida? Chico garante que pediu apuração da PF. Até agora nada?

 

-O limite para as convenções partidárias este ano se encerra no próximo dia 5. Daí até o dia 15 de agosto, é o prazo que a Justiça Eleitoral determinou para a solicitação do registro das chapas. A partir de então, e só a partir de então, é que teremos efetivamente candidatos a prefeito e vice, no Brasil. Até lá são só pretensos candidatos!

 

-Outra data importante do calendário eleitoral deste ano é o dia 16 de setembro, “Data em que todos os pedidos de registro de candidaturas aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias e publicadas as decisões (Lei nº 9.504/1997, art. 16, § 1º e Res.-TSE nº 23.609/2019, art. 54), e último dia para o pedido de substituição de candidatas ou de candidatos para os cargos majoritários e proporcionais, exceto se a substituição decorrer de falecimento, caso em que poderá ser efetivado após esta data, observado, em qualquer situação, o prazo de até 10 (dez) dias contados do fato, inclusive anulação de convenção, ou da decisão judicial que deu origem à substituição (Lei nº 9.504/1997, arts. 7º, § 4º, e 13, §§ 1º e 3º; e Res.-TSE nº 23.609/2019, art. 72 § 3º)”. 

 

-Resumindo, dia 17 de setembro não haverá mais a figura do pretenso candidato. Ou se é ou não se é candidato! Outra: não há possibilidade de um não candidato ter sua foto na urna. Não há recurso possível além de 17 de setembro e portanto só vai pra urna foto de quem tem elegibilidade reconhecida até, no máximo, essa data!

 

-E a estrada que liga a BR-230 a Boqueirão de Piranhas, em Cajazeiras, continua abandonada! Não há outro termo para um prometido asfaltamento de 14 km, cujas obras deveriam durar menos de dois anos e já vamos para mais de 4, e ainda muito longe de sua conclusão. E mais: como disse a obra está abandonada. Não há um só trabalhador nela. Prejuízo eleitoral grande para os candidatos do governo na eleição de outubro vindouro! 

 

-A Venezuela vive uma ditadura na cada dura!

 

  • Fernando Caldeira