Nada acontece neste mundo sem que alguém seja o sujeito desse acontecimento. Há, em tudo, alguém como protagonista.
Uma vidraça quebrada por uma pedra, sabe-se que alguém a atirou! Um gol marcado, sabe-se que alguém o fez! Um poço, sabe-se que alguém o furou! Um carro circulando pelas ruas, sabe-se que alguém o guia…, e assim por diante!
Neste mundo terreno ‘racional’, nada acontece sem haja a atuação do homem!
Assim, é natural que os cajazeirenses, estupefatos com os últimos acontecimentos registrados no município envolvendo empresários, testas-de-ferro, tapias e membros de Comissão de Licitação da Prefeitura, apurados pelo Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União, Ministério Público Estadual e Polícia Federal, perguntem: afinal, quem fez as obras do tapia?
Sim porque…, Justino é réu confesso e confessou ser tapia. Justino confessou ser um blefe. Justino confessou ser um simulacro. Ou, em outras palavras, delatando um esquema criminoso, que ainda se está por conhecer quando terminar o segredo de justiça, Justino assumiu que era o ‘faz de conta’ de um grupo que sempre ganhava as “concorrências públicas” para edificação das obras com dinheiro federal e estadual.
Falso construtor assumido, o delator Justino era homem de vinte e poucas empresas de papel, segundo consta. Ou seja, carregava consigo, em seu automóvel, blocos de notas fiscais de empresas que só existiam em papel. Nenhum empregado: nem pedreiro, nem servente, nem carpinteiro…, nem nada. Absolutamente nada! Só Justino e suas empresas de papel!
E eram as “empresas de Justino” que sempre ganhavam as concorrências e as licitações públicas de Cajazeiras, entre outros municípios.
E no caso da terra de padre Rolim, as obras de concorrências e licitações públicas vencidas pelas “empresas de Justino” foram todas feitas, edificadas, colocadas de pé, como se diz. Ok. Tudo bem.
Mas…, se Justino nunca fez uma obra, como ele mesmo assumiu em depoimento no MPF, quem as fez?
As “empresas de Justino” não tinham pedreiros, serventes, ajudantes, carpinteiros, nada…, absolutamente nada. Eram de papel, de faz de conta…, eram um blefe, um simulacro. Quem fez as obras?
Afinal, quem?