OPINIÃO: “Que a gente possa isso; que a gente possa aquilo…”; mas não pôde?

Meus afazeres na imprensa não me permitiram ouvir as entrevistas dos candidatos a prefeito de Cajazeiras José Aldemir (PP) e Marcos Campos (PSB) esta semana na Rádio Difusora de Cajazeiras.

Hoje, quinta (24), consegui ouvir parte da entrevista da também candidata Denise Oliveira (Cidadania). E como ouvi apenas uma parte, não posso fazer uma avaliação do todo.

Entretanto, chamou-me atenção uma participação de ouvinte pelo telefone perguntando nos seguintes termos à entrevistada: “A senhora apresenta projetos e mais projetos para fazer se eleita for. Pois bem, minha pergunta é: porque a senhora e seu esposo já não fizeram, vez que governaram Cajazeiras por doze anos?”

A candidata não respondeu a pergunta do ouvinte, limitando-se a atacá-lo e passar o resto do seu tempo fazendo promessas: “que a gente possa isso, que a gente possa aquilo, que a gente possa aquilo outro”, e assim por diante.

Bem, distante desse “puxa incói” próprio da política e de muitos políticos, o que nos interessa analisar aqui é por que pergunta tão simples e direta não mereceu resposta?

Muito simples: não mereceu resposta porque não há resposta para tal pergunta por parte de alguém que, juntando seu tempo de administração de Cajazeiras (2013 à 2016) com o do marido (2001 à 2008), totaliza 12 anos! Sim, 12, DOZE anos de administração!

Ora, como pode alguém prometer alguma obra ou realização num município já tendo tido 12 anos, DOZE ANOS, à frente da prefeitura e não realizou?

São 144 meses ou se preferirem 4.380 dias de gestão ou 105.120 horas de administração entre a candidata e seu marido no comando da prefeitura.

Com todo esse tempo disponibilizado pelo povo que neles confiou, não dava para ter feito o que agora se promete?

“Que a gente possa isso; que a gente possa aquilo; que a gente possa aquilo outro…”; mas não pôde?

 

 

* Fernando Caldeira