Duas pontes novas e dois coletores de lixo no bairro São José, em João Pessoa. Essas são as reivindicações da mobilização intitulada ‘Acode São José‘, capitaneada pelo coletivo Minha Jampa. O grupo junto com moradores do bairro denunciam o abandono do poder municipal na região e cobram ações da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) no local.
O site da campanha convida os cidadãos a enviar um e-mail cobrando das autoridades competentes as melhorias no bairro. A Empresa Municipal de Lixo Urbana (Emlur), o secretário de Infraestrutura Cássio Andrade, e o superintendente da Emluar Lucius Fabiani são o alvo das queixas. Para enviar o e-mail coletivo, o Minha Jampa criou uma plataforma onde o cidadão precisa apenas preencher campos básicos de identificação.
“Qualquer visita rápida ao Bairro de São José seria suficiente para detectar um problema muito sério: 2 pontes completamente enferrujadas e correndo um sério risco de cair, com centenas de pessoas atravessando-as diariamente. Esta mobilização, criada em conjunto entre a Minha Jampa, o EngajaMundo e a Associação do Bairro de São José, reivindica a troca urgente desses dois equipamentos completamente deteriorados. Além disso, existe a necessidade de 2 coletores de lixo na ponte próxima ao PSF. Sabemos que a educação de colocar o lixo no coletor é um obstáculo a ser superado e contamos com campanhas educativas realizadas pela EMLUR, conscientizando os moradores”, diz o texto que acompanha a reivindicação.
O bairro São José possui mais de 16 mil habitantes, segundo uma pesquisa realizada em 2013. O santo que dá nome ao bairro faz aniversário no próximo dia 18, e foi um dos motes usado para encabeçar o projeto. “Próximo dia 18 de novembro São José faz aniversário. Com sua pressão, a gente cobra do Secretário de Infraestrutura, Cássio Augusto, e do Superintendente da Emlur, Lucius Fabiani, e consegue as pontes e os coletores”, enuncia trecho do texto da campanha no site oficial do Acode São José. E acrescentam: “Não é presente. É obrigação”.
As pontes – chamadas de “ponte da morte” – que interligam o bairro, cortado pelo rio Jaguaribe, sofre com reparos ao longo dos anos e nunca passou por uma renovação estrutural. Pela falta de acessos na região, na ponte chegam a trafegar até motocicletas. “Precisa ou consertar ou então fazer uma nova. Porque a nossa está muito velha. Ela serve de meio de transporte para todo mundo, todos passam por essa ponte. Todo trabalhador que trabalha do outro lado de Manaíra utiliza essa ponte. Tanto essa, como as outras duas”, afirmou Dona Rita em depoimento ao projeto. Conforme o coletivo, as pontes que necessitam de substituição são as duas das extremidades. Segundo eles, ambas apresentam em alto risco.
Fontes: blogdogordinho + REDAÇÃO