Parafraseando Manoel Gaudêncio, diria que “a política é dinâmica!” A tal ponto que o homem público ou o grupo político pode ir do céu ao inferno em pouco tempo.
No caso de Cajazeiras a dinâmica da política pode alcançar o grupo político que perdeu as eleições municipais, comandado por Carlos Antônio (DEM) e Denise Oliveira (PSB). Por que? Porque foi apeado do poder municipal justamente por um ex-aliado, Zé Aldemir (PP), e porque, se não medir milimetricamente seus próximos passos, pode ir para uma segunda derrota consecutiva, o que na prática decretaria sua extinção.
Trocando em miúdos, o grupo carlista não pode mais errar, não tem mais tempo nem espaço para nova derrota, que seria fatal para seu soerguimento, derrubado que foi do seu reinado de 12 anos (8 Carlos Antônio e 4 Denise).
De tal forma que, nestas eleições 2018, o grupo há que definir bem quem vai apoiar, principalmente para deputado estadual. É bom lembrar que o grupo atualmente tem Jeová Campos (PSB) como seu representante na Assembleia Legislativa.
É bem verdade que Jeová não saiu fortalecido do pleito municipal recém findo mas, ainda assim, detém um mandato que, se bem dirigido, pode e deve alavancar sua recandidatura. Apoiá-lo nessa caminhada é a ordem natural se o grupo pensa e deseja disputar a Prefeitura de Cajazeiras em 2020 com condições de enfrentamento à situação.
Fora dessa tese, há quem defenda uma candidatura da ex-prefeita Denise Oliveira (PSB) para que o comando central do grupo volte a ter um mandato eletivo. Pode até dar certo. Porém, com a derrota municipal de 2016, não resta dúvida de que a bola carlista murchou um bocado. Num possível insucesso, o inferno astral político é certeza.
Como outra opção, fala-se numa candidatura do ex-vice-prefeito Júnior Araújo (PTB). Esta via, porém, nos parecer a mais arriscada de todas. E por vários motivos:
1°) já coloca no escanteio o deputado Jeová Campos que, reeleito ou não, de cara está fora do apoio a uma candidatura do grupo em 2020;
2º) é um nome não digerido pelo governador Ricardo Coutinho (PSB), depois do apoio de Jr. Araújo à candidatura de Cássio Cunha Lima ao governo do Estado em 2014;
3º) indigesto para Ricardo, o nome do ex-vice-prefeito não conseguirá apoios significativos para a disputa, seja na chapa majoritária, seja de lideranças municipais, como prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, indispostos a se indisporem com o comandante em chefe do jardim girassol; e
4º) enquanto Denise e Jeová já são nomes testados nas urnas e com comprovado lastro eleitoral, Júnior não foi sequer testado como candidato a vereador, sendo uma incógnita nas urnas.
Sendo assim, todo cuidado é pouco na definição a ser tomada. A dinâmica da política poderá levar o carlismo cajazeirense do céu ao inferno em 2 eleições!
S O L T A S
. Perguntar não ofende: o prefeito Zé Aldemir apoia uma possível candidatura Deca a deputado federal?
. O prefeito Gervasio Gomes (PSB-Bernardino Batista), credencia-se com força para disputar uma vaga na ALPB;
. Dizem que tem mais delação premiada a vista na Operação Andaime, em Cajazeiras;
. Não são poucos os secretários executivos da administração Zé Aldemir insatisfeitos. É que os vencimentos, garantiu um deles, são de 900 reais/mês, ou seja, pouco mais que salário mínimo.
. O vereador Jucinério Félix, agora no Pros, diz que seu partido terá candidato majoritário em Cajazeiras na próxima eleição municipal;
. Neste domingo (5) o TREM DAS ONZE faz Debates Populares com Mariana Moreira, padre Francivaldo Albuquerque, José Maria Gurgel, Zé Neto e Fernando Caldeira.
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