A MENTIRA COMO BAJULAÇÃO EM CAJAZEIRAS

Com o advento da internet o setor jornalístico do país “cresceu”.

O verbo entre aspas tem sua razão. Com a internet o jornalismo “cresceu” em fake news, mentiras e meias-verdades. Ou seja, cresceu em descrédito, cresceu para pior, para bajular pré-candidatos!

O ato jornalístico não é mais trabalho só de jornalistas e/ou articulistas. É de qualquer um. Basta ter noções mínimas de internet para criar sites, blogs, grupos de whatsApp…, e começar a fofocar, achando ser isso jornalismo.

Não é preciso formação alguma. Qualquer desletrado hoje faz “jornalismo”!

Não o jornalismo que apura, que investiga, que busca a verdade. Não o jornalismo que informa.

O “jornalismo” filho da internet não se preocupa com a verdade, basta a versão. Com ela desinforma, deformando a verdade dos fatos.

Qual versão? A que melhor acomode os interesses do capital, os interesses de quem paga (pré-candidatos) para que a fake news, a mentira e a meia-verdade sejam reveladas como se verdade fossem.

O que interessa de fato nesse “jornalismo” é faturar, é ganhar dinheiro. Às favas a verdade e a ética. Isso, repito, não interessa ao jornalismo desletrado!

Se isso é hoje uma realidade nacional, é também em Cajazeiras e na Paraíba toda.

Um exemplo? O relatório do Ministério Público de Contas (MPC) sobre denúncia de que a então Secretária de Educação de Cajazeiras havia ascendido na carreira pública de professora naquele município com diploma falso com “ajuda” do secretário municipal de administração.

Em meio a ebulição política da campanha municipal de 2024, surgiu esse debate da validade ou não do diploma de mestre que a então candidata e hoje prefeita Corrinha Delfino obteve e com o qual ascendeu em sua carreira no magistério municipal.

O caso está em apuração pela Polícia Federal, onde Corrinha e mais algumas dezenas de outros professores(as) na mesma situação, registraram queixa e BO, e aguardam apuração. Preventivamente, a Prefeitura de Cajazeiras suspendeu os efeitos salariais daquela ascensão. Essas informações o jornalismo desletrado e venal esconde do leitor.

Mais: quando diz que o então Secretário de Administração “ajudou” na tal ascensão, mente novamente. Para que um Secretário assine e autorize a melhoria salarial de qualquer servidor municipal, fruto de ascensão funcional, um processo é feito e analisado por vários setores da administração, principalmente pela assessoria jurídica. Somente após todo esse percurso e análise é que, dado parecer favorável, o Secretário tem obrigação de chancelar o que é um direito do funcionário. Portanto, não há como um Secretário “ajudar” na ascensão de quem quer que seja, como sugeriram aqueles que ganham grana com mentiras.

Na “terra que ensinou a Paraíba ler”, desletrados travestidos de jornalistas deformam a informação como se assim conseguissem alterar os fatos.

Pobres diabos!

 

 

  • FERNANDO CALDEIRA