O deputado estadual André Gadelha (MDB), pré-candidato ao Senado, inflamou a chamada crise do voto cruzado na oposição da Paraíba.
Um dia após o ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato a governador, Cícero Lucena (MDB), discordar das críticas do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), André entrou no debate.
Na semana passada, Veneziano afirmou que o apoio de aliados de Cícero a Nabor Wanderley (Republicanos), pré-candidato ao Senado pela base governista, prejudica toda a chapa de oposição.
Cícero rebateu a avaliação e disse, sem citar diretamente Veneziano, que quem faz esse tipo de discurso está querendo se enganar ou enganar alguém, já que o voto cruzado é uma realidade da política atual no estado.
Em entrevista ao programa Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, na manhã desta quinta-feira, André Gadelha afirmou que “a partir do momento em que eu alimento um candidato que não vota em Cícero, mesmo votando em Veneziano, estará anulando o voto em Veneziano e fortalecendo um adversário que não pedirá votos para Cícero”.
Ele ainda bradou: “As pessoas não podem olhar para uma disputa eleitoral apenas pelo dinheiro”.
Na avaliação de André, aliados de Cícero – o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), cogita apoiar Nabor Wanderley mesmo votando em Veneziano -, acabam anulando, na prática, o voto dado ao senador emedebista.
O contexto da discussão passa pelo favoritismo do ex-governador João Azevêdo (PSB) na disputa por uma das duas vagas ao Senado. João deixou o governo em abril com índice de aprovação superior a 70% e aparece como favorito nas pesquisas para conquistar uma das cadeiras.
Diante desse cenário, o núcleo político de Veneziano avalia que a disputa pela segunda vaga tende a ficar concentrada entre o próprio senador e Nabor Wanderley. Assim, o apoio de aliados de Cícero a Nabor acabaria fortalecendo diretamente um concorrente de Veneziano na corrida pela segunda cadeira.
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