O novo líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Aledson Moura (PL), já foi alvo da Operação Calvário, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Na época, ele era vice-prefeito do município de Princesa Isabel e suplente de deputado estadual.
Aledson foi um dos alvos dos 11 mandados de busca e apreensão cumpridos na quinta fase da Calvário. O atual parlamentar foi apontado como possível pagador de propina a mando de Daniel Gomes, proprietário da Cruz Vermelha, que era a Organização Social central no esquema de desvios de dinheiro público. Aledson Moura era, segundo as investigações, o real dono da empresa Total LAB.
“Segundo consta, EDUARDO SIMÕES COUTINHO estaria envolvido com a teoria ORCRIM, tendo supostamente recebido propina de ALEDSON DE MOURA a mando de DANIEL GOMES DA SILVA, em assim na fraude documental ocorrida recentemente, em 2019”, diz trecho da decisão do desembargador Ricardo Vital.
A empresa do deputado foi alvo de processo por sobrepreço nos gastos com exames laboratoriais na UPA de Princesa Isabel, gerando um débito estipulado em mais de R$ 204 mil. A investigação apontou que Aledson seria sócio oculto da Total LAB.
O valor total desviado pelo esquema da ORCRIM nas áreas de saúde e educação ultrapassou a marca de R$ 134 milhões, com propinas estimadas em milhões para manter contratos.
REDAÇÃO + paraibaja