O senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (7), recebeu uma série de benefícios para atuar em favor do Banco Master, segundo relatório da PF que embasa o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão na manhã de hoje.
De acordo com a descrição da PF, o senador tinha acesso a imóvel de elevado padrão de Daniel Vocaro “como se fosse do próprio parlamentar”, “além do custeio de viagens internacionais, hospedagens, restaurantes e voos privados”.
Ciro ainda conseguiu que o irmão, Raimundo Neto Silva Nogueira Lima, comprasse ações de uma empresa por 7% do valor de mercado — a PF revelou que a participação societária estimada em R$ 13 milhões em uma empresa foi adquirida pelo valor de R$ 1 milhão.
Em uma das mensagens trocadas entre Léo Serrano, que intermediava as operações para Daniel Vorcaro, ele diz: “Só uma pergunta rápida… eh [sic] pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até sábado?”, questiona.
A resposta do banqueiro preso é: “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”.
A avaliação da PF
Para a PF, “os elementos coligidos na investigação revelam indícios concretos de estreita relação pessoal, empresarial e financeira entre os investigados”.
Os investigadores apontam para indícios de “possível influência de interesses privados na atuação de agente político, mediante concessão de vantagens patrimoniais e financeiras indevidas, aquisição de participação societária por valor incompatível com o mercado, repasses mensais de valores, uso de imóvel sem contraprestação, custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas de elevado custo, além de elementos relacionados à denominada ‘Emenda Master’”.
REDAÇÃO + r7
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