ORLA DE JOÃO PESSOA – Ambulantes ocupam letreiro no Busto de Tamandaré após proibição de vendas

Um grupo de vendedores ambulantes realizou um protesto na tarde desta sexta-feira (10), no Busto de Tamandaré, em João Pessoa, alegando impedimento para trabalhar na orla da Capital. O movimento ganhou força após uma tentativa de diálogo na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) durante a manhã e deve seguir até que o problema seja solucionado.

De acordo com os manifestantes, uma reunião com a gestão municipal não resultou em acordo, pois o secretário Marmuthe Cavalcanti, que teve o seu nome associado a Judas em cartazes no ato, não os recebeu, sendo atendidos apenas por um assessor.

A presidente da Associação dos Ambulantes (AMEG), Márcia Medeiros, informou que o impasse começou na Sexta-feira Santa (3), quando o trabalho dos ambulantes na orla foi proibido. Embora tenha ocorrido uma liberação excepcional na sexta e no sábado (4) de Páscoa, a restrição voltou a ser aplicada nesta semana, quando foi anunciado uma operação conjunta para impedir a atuação dos vendedores no local por um mês, gerando revolta entre os trabalhadores.

Ela comentou que um edital lançado pela Prefeitura de João Pessoa conta um novo regulamento, que exige que os ambulantes trabalhem apenas com equipamentos “presos ao corpo”, o que é visto como prejudicial e inviável para a categoria.

A presidente da AMEG utilizou as redes sociais para denunciar o que chamou de “descaso” com os trabalhadores. Em vídeo, ela enfatizou que a categoria está lutando pelo direito básico de sustento.

“PAIS E MÃES DE FAMÍLIA SENDO TRATADOS COM DESCASO. A AMEG SEGUE FIRME, NA LINHA DE FRENTE, COM DIÁLOGO, RESISTÊNCIA E A BUSCA POR SOLUÇÕES COLETIVAS”, AFIRMOU MÁRCIA MEDEIROS EM SUA PUBLICAÇÃO.

Leo Bezerra é procurado

Márcia relatou que a categoria conseguiu contato com o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, que prometeu marcar uma reunião na próxima terça-feira (14) com o Ministério Público Federal (MPF), Patrimônio da União e outros órgãos. Ela também informou que a promotora do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Cláudia Cabral, solicitou o perfil socioeconômico das famílias para analisar o caso e buscar soluções para o caso.

Os trabalhadores alegam que a prefeitura justificou a nova suspensão pela necessidade de um planejamento de reorganização da área. No entanto, os ambulantes criticam a falta de clareza no cronograma e a ausência de alternativas para quem depende das vendas diárias na orla para sobreviver.

 

 

 

 

REDAÇÃO + agenciaparaiba