ASSÉDIO SEXUAL – Padre suspeito é afastado pela Arquidiocese da Paraíba

O padre Jaildo da Nóbrega Souto foi afastado das suas funções sacerdotais. O comunicado foi expedido pela Arquidiocese da Paraíba, nesta terça-feira (31). O religioso é investigado por suspeita de assédio sexual. Esta é a segunda vez que o padre é punido pela instituição. Em 2014, ele foi acusado de estupro.

O caso atual remonta a 24 de março deste ano, quando uma equipe da Polícia Militar abordou os ocupantes de um veículo onde o padre se encontrava. O episódio ocorreu no bairro de Gramame, em João Pessoa, na avenida Tarcísio de Miranda Burity.

A abordagem identificou dois homens ocupando o veículo, sendo o padre o condutor e um homem de 20 anos o passageiro. Segundo o Boletim de Ocorrência, o passageiro estava chorando no momento da abordagem, e afirmou que havia puxado o volante para tentar sair do carro.

Ainda segundo a PM, o passageiro chegou a afirmar que teria sido abusado pelo condutor. Ele informou, ainda, que conhecia o padre há cerca de dois anos.

No entanto, no caminho para a chegar na Central de Flagrantes, os dois informaram que mantinham um relacionamento, e que o episódio se tratava de uma discussão de casal. O passageiro do veículo, então, negou qualquer abuso ou assédio.

Veja a íntegra da nota publicada pela Arquidiocese da Paraíba

Comunicado

A Arquidiocese da Paraíba, por meio desta, vem comunicar ao Povo de Deus que, após tomar conhecimento dos fatos que envolvem o Revmo. Padre Jaildo da Nóbrega Souto, e em observância aos deveres de prudência, responsabilidade pastoral e zelo pelo bem comum da Igreja, decidiu, ad cautelam, determinar o seu afastamento do exercício do ministério sacerdotal.

A Arquidiocese reafirma seu compromisso com a verdade, a justiça e a transparência, colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades competentes.

Confiamos este momento à misericórdia de Deus e pedimos a todos os fiéis que perseverem na oração, com espírito de caridade e prudência.

João Pessoa, Paraíba, 31 de março de 2026.

Fontes: REDAÇÃO + ssm