O vereador de Campina Grande, Tertuliano Maracajá (Republicanos), criticou duramente a administração da saúde no município em declarações à imprensa após a sessão na Câmara Municipal nesta quinta-feira (13). Segundo ele, a falta de gestão na pasta sobrecarrega unidades de alta complexidade, como o Hospital de Trauma, o Hospital das Clínicas e o Hospital Metropolitano.
“Não temos administrador nem secretário que responda às denúncias recorrentes. Falta medicamento, material médico, exames e cirurgias. O povo está sendo socorrido em hospitais de outros municípios, como João Pessoa e Santa Rita. A situação é muito grave”, afirmou o vereador.
O alerta do parlamentar acontece no mesmo dia em que os servidores da Saúde aprovaram greve por tempo indeterminado, motivada por atrasos salariais. A assembleia do SINTAB incluiu uma caminhada pelas ruas do Centro da cidade, e o sindicato pretende manter o movimento até ser oficialmente notificado da decisão judicial.
Poucas horas depois, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) declarou a greve ilegal, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral do Município. O desembargador Joás de Brito Pereira Filho ressaltou que a saúde é serviço essencial e determinou a criação de um plano de contingência, com multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Além da crise na saúde, Maracajá comentou sobre a atuação do governador João Azevêdo (PSB) diante do rompimento do reservatório no bairro Prata, ocorrido no último sábado. Segundo ele, a gestão estadual montou uma comissão de contingência com CAGEPA, engenheiros, secretarias e forças de segurança, atendendo todas as famílias afetadas, providenciando reformas de casas e ressarcimento de bens perdidos.
“Desde os primeiros minutos do desastre, o governador determinou que tudo fosse feito. Infelizmente, houve registro de óbito, mas as providências estão sendo tomadas para as vítimas”, destacou o vereador.
A situação evidencia o colapso da saúde municipal e aumenta a pressão sobre a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima, com impactos diretos na população e na política local.
Fontes: REDAÇÃO + fonte83