OPINIÃO – Os condenados

Ninguém pode ficar alegre com o aprisionamento de uma pessoa, mesmo que a condenação tenha vindo da mais alta corte de justiça do país e o líder dos criminosos tenha praticado delitos abomináveis: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça: Que lista! E ainda tem processos voando por aí.

A coisa é tão séria e asquerosa que nem é preciso lembrar o passado do chefe da ORCRIM, embora não tenha como deixar de lembrar seu gosto por bombas, armas e cassetetes, a defesa ostensiva de um dos mais cruéis torturadores em plena Câmara dos deputados, a imitação grotesca de pessoas que morriam, por falta de oxigênio e as mais de 700 mil pessoas mortas por falta de gestão eficiente do condenado.

Meu Deus!

Mas o importante é que a justiça foi feita, que nossas instituições, apesar de ameaçadas, funcionaram em plenitude. Após o trânsito em julgado da decisão judicial, é hora, portanto, de enjaular os criminosos, respeitados, naturalmente, as suas particularidades.

E esquecer essa história de anistia para criminosos. Além da sua impossibilidade jurídica, é repugnante que um país atacado por extremistas de direita, ceda a uma chantagem desse tamanho.

Então, viremos a página. Há muito o que fazer. Um bolo de fubá, tomar um cafezinho, fazer umas caminhadas, focar no trabalho, dançar, estudar, evoluir, evoluir…

E quanto aos tios e tias do zap, ainda existem alternativas: Arrumem o que fazer, outro pneu para adorar, mas no sagrado refúgio dos seus aposentos, com um chapéu do “maga” em suas cabeças desvairadas.

Ah, por favor não rezem para um fax. É coisas das antigas, uma geringonça mequetrefe e fora da realidade. Se o que digo não der certo para acalmar seus miolos americanalhados, então, só existe um único jeito: enfiem muita bufa em um cordão. É certo. Tiro e queda.

 


@professorchicoleite