A terra da cultura e do saber na Paraíba é, como de resto em todo o país, apaixonada por futebol.
Cajazeiras do Botafogo, do Santos, do Duque de Caxias, do Atlético, para citar apenas alguns, é uma cidade com grande histórico futebolístico. a ponto de ser uma das poucas no Estado a ter dois estádios de futebol: o Higino Pires Ferreira, o Higino, e o Perpétuo Correia Lima, o Perpetão.
Nas muitas histórias do nosso esporte bretão, um Campeonato Paraibano em 2002 e quatro vice-campeonatos em 1994, 2001, 2003 e 2007, respectivamente, entre outras.
Cajazeiras faz parte, como se vê, da história do futebol paraibano, como este, dela. Não há como separar um do outro, sem fraudá-la!
Mas há um fato que distingue a terra do Padre Rolim, com todo respeito, das demais cidades paraibanas, no quesito futebol. Somos a única em todo o Estado da Paraíba a ter um museu. Isso mesmo, um museu: o Museu de Futebol de Cajazeiras.
Itinerante, posto que, até hoje, apesar do seu ineditismo, sua singularidade, sua originalidade, poucos lhe deram a importância que merece.
Apenas e quase somente o professor Reudsman Lopes Ferreira, Reudin, como popularmente é tratado, há muitos anos leva nas costas, literalmente, nosso Museu de Futebol de Cajazeiras!
Literalmente, porquanto, em todos esses anos na luta para sua definitiva instalação, sua residência tem sido a sede dessa verdadeira história viva da paixão popular cajazeirense, com pequenas passagens aqui e acolá.
Não pense o amigo leitor que falo de um simples museu. Até porque, neles, não há simplicidade. O que se poderia considerar simples é retrato de histórias vividas que, senão resgatadas, morrerão no esquecimento do passado, privando presente e o futuro em conhecê-las. E fazendo um trocadilho com o que já disse certa vez a historiadora Emília Viotti da Costa, um povo sem histórias é um povo sem memórias!
É por essas e outras que as TV´s Paraíba e Cabo Branco (Globo em CG e JP) já estiveram algumas vezes na cidade gravando e mostrando para o mundo o que na Paraíba só em Cajazeiras tem!
Na sua paixão pelo futebol, Cajazeiras não pode privar-se de valorizar o tesouro que possui em suas mãos.
No Museu de Futebol de Cajazeiras há futebol além de nossas fronteiras. Há, por exemplo, camisas de times importantes do esporte nacional autografadas por gênios da bola. Entre tantas, basta citar uma do Flamengo autografada por Arthur Antunes Coimbra, o Zico, e outra da Seleção Brasileira de Futebol autografada por Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, devidamente depositadas em cofre forte de um banco. Somente!
Não estou falando de qualquer autógrafo não. São camisas autografadas para o Museu de Futebol de Cajazeiras! Entendem?
Iata Anderson, repórter cajazeirense, que já atuou em três Copas do Mundo, um Mundial de clubes, duas Olimpíadas e todos os Campeonatos Brasileiros desde 1971, amigo do ‘Rei Pelé’, é um dos pouquíssimos neste mundo a ter uma camisa da Seleção autografada por Pelé, e já foi “cantado” com 200 mil dólares para vendê-la. Não o fez e garante que nunca o fará, apesar do pouco mais de 1 milhão de reais que lhe foi ofertado pela relíquia.
O Museu de Futebol de Cajazeiras tem isso e muito mais, apesar do desprezo a que está até hoje relegado por muitos que, em suas falas, exaltam a história educacional e de saber do município, não lhes ocorrendo, por culpa ou dolo, que as histórias que tal museu encerra só serão contadas mais adiante se, e somente se, lhe dermos um lugar onde possa ficar para esta e as próximas gerações!
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