Brazilian Army General Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira (R) speaks to Brazilian President-elect Jair Bolsonaro (C), during the graduation ceremony of new paratroopers at the Parachute Infantry Battalion Vila Militar, in Rio de Janeiro, Brazil, on November 24, 2018. (Photo by Fernando Souza / AFP)

 

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) admitiu que ele imprimiu a minuta golpista encontrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8), em sua sala, na sede do Partido Liberal, em Brasília. Segundo informações obtidas pelo Blog da Julia Duailibi, no portal g1, os advogados de Bolsonaro alegam que a impressão do documento se deu por “problemas de visão”.

“O ex-presidente não tem o costume de fazer a leitura de textos no próprio telefone celular, certamente em razão das dimensões limitadas da tela e a necessidade hodierna de uso de lentes corretivas, razão porque pediu à sua assessoria a impressão do documento em papel”, diz a nota enviada pela defesa.

A minuta em questão foi encontrada pela Polícia Federal dentro da sede do PL, em Brasília, durante a operação contra tentativas de golpe no Brasil, denominada Operação Tempus Veritatis. O texto defendia a decretação de um estado de sítio, além da garantia da lei e da ordem no país, argumentando que essa ação estaria “dentro das quatro linhas da Constituição”, expressão frequentemente utilizada por Bolsonaro em atos e discursos públicos durante seu mandato.

“Afinal, diante de todo o exposto, e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro o estado de Sítio e, como ato contínuo, decreto operação de garantia da lei e da ordem”, dizia o parágrafo final do documento.

De acordo com a versão da defesa de Bolsonaro, ele recebeu tal documento pelo celular em 18 de outubro de 2023. A minuta teria sido encontrada após a apreensão do celular do tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens. A nota da defesa de Bolsonaro de hoje diz que o ex-presidente, “tendo tomado conhecimento da existência [de minutas golpistas] só e somente por conta da apreensão do telefone do tenente-coronel Mauro Cid, e a partir do acesso que lhe foi legalmente oportunizado por seu advogado constituído na investigação, que identificou tais elementos.”

“A impressão provavelmente permaneceu no local da diligência de busca e apreensão havida na data de hoje, que alcançou inclusive o gabinete do ex-Presidente, razão porque lá foi apreendido”, complementa a nota.

Vale apontar que, segundo esta versão dos advogados de Bolsonaro, “o documento já integrava a investigação da PF” antes da busca e apreensão feita na sede do PL nesta quinta-feira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Fontes: REDAÇÃO + brasil247