Mesmo com a diminuição da média móvel dos casos de covid-19, o Distrito Federal pode sofrer novamente com aumento no número de infecções pela doença. Isso porque a taxa de transmissão do novo coronavírus chegou ao patamar de 1,01. Simbolizado por Rt, o ritmo de contágio é um índice que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança.

O pesquisador Breno Adaid, do Departamento de Ciência do Comportamento da Universidade de Brasília (UnB) acompanha diariamente a evolução do novo coronavírus na capital. Ele explica que o aumento da taxa de transmissão era esperado tanto pelo descumprimento de medidas sanitárias quanto pela queda das temperaturas nesta época do ano. “Tivemos um aumento das aglomerações, e as temperaturas mais baixas fazem as pessoas adotarem o comportamento de ficar em locais fechados sem troca de ar”, destaca.

Adaid faz um alerta para o comportamento da população, visando à tendência da taxa de transmissão que pode aumentar nos próximos dias. “Se continuarmos com o relaxamento das medidas restritivas, com a queda de temperaturas, é provável que essa taxa suba”, diz. “A taxa de contágio ficou consideravelmente abaixo de 1 durante o fechamento completo do comércio, e se manteve ligeiramente abaixo de 1 com restrições moderadas quando existia o toque de recolher, após as 22h”, relata o pesquisador.

Para o médico infectologista Alexandre Cunha, do Grupo Sabin, o aumento era esperado, também, por causa do baixo índice da população vacinada. “Enquanto a gente não tiver um percentual significativo da população imunizada e as pessoas cada vez mais estiverem voltando às suas atividades eventuais, a taxa de transmissão continuará crescendo”, ressalta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: REDAÇÃO + cb