Deslumbrados com o comando de microfones que à sempre atrevida juventude parece dar-lhes o poder sobre a vida nesta Terra, TU e TÁ perderam-se.

Herdeiros do anti-jornalismo, aquele que ao invés de informar, deforma e desinforma, dois jovens sertanejos de sorrisos amarelos imaginam, como um dia imaginaram “seus antecessores / professores de comunicação”, que estão abafando no pedaço. Ledo engano!

Entregues ao negocismo midiático que só enxerga a verdade onde vê dinheiro, TU e TÁ se perderam num jornalismo onde não importa o fato. Importa-lhes a versão que criam. Como diz o jornalista e escritor polaco Ryszard Kapuscinski, “quando se descobriu que informação era um negócio, a verdade deixou de ser importante”. É por aí que ambos caminham na ‘terra que ensinou a Paraíba a ler.”

Exultantes com a notoriedade net rádio televisiva incomum a meninos nascidos nas periferias da cidade, TU e TÁ pensam exercer o poder de transformar verdade em mentira e vice-versa. Não entendem que a comunicação só se dá quando o que afirmam a plenos pulmões encontra respaldo na realidade vivida no dia-a-dia pelo cidadão. Cegos pelo negócio da informação, vitimizam a verdade e imaginam que os receptores de suas falas sempre as decodificam verdadeiras, como se não fossem eles seres pensantes, como se não tivessem cérebros e não refletissem.

Há pouco, nesse diapasão, insistiram em divulgar que o prefeito Zé Aldemir (Cajazeiras) escondia um diagnóstico de Covid-19 que nunca houve, até agora. Mesmo após dois exames laboratoriais que deram NEGATIVO, TU e TÁ insistiam, DIARIAMENTE, na doença de Zé. Me fizeram lembrar o dito popular: “uns médicos pensam ser Deus, alguns jornalistas têm certeza!”

Discípulos involuntários porque ignorantes de Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda de Hitler, TU e TÁ certamente acham que a mentira dita insistentemente vira verdade. Não vira. O fim do nazismo é prova disso!

Envoltos em interesses empresariais até legítimos, ambos têm escorregado por tenebro$a$ tran$açõe$ quando exaltam uns e escracham outros, em detrimento da verdade, numa visão negocista de mídia.

O prefeito A tem contrato com eles e paga os servidores em dia, TU e TÁ se esgoelam em elogios. O prefeito B não tem contrato com eles mas igualmente paga os servidores em dia, TU e TÁ fazem contorcionismo jornalístico para criticar.

O prefeito B tem contrato com eles e decreta fechamento dos comércios não essenciais em determinada cidade , TU e TÁ saem rapidamente em apoio à medida. E criticam medida idêntica tomada pelo prefeito C, que não tem contrato.

Jornalismo de conveniência não é jornalismo. É negócio!

 

 

* Fernando Caldeira