Jair Bolsonaro repete o erro das autoridades italianas ao resistir às medidas de supressão do coronavírus. No começo da crise, quando a Itália registrava alguns casos na região da Lombardia, o governo também achava exagero determinar o isolamento nacional e o fechamento de comércios e locais públicos.

O cenário mudou rápido e drasticamente, e hoje a Itália é o país que mais tem mortes por coronavírus no mundo, com 7,5 mil óbitos.

A primeira morte na Itália ocorreu em 21 de fevereiro, quando o País tinha apenas 17 casos. Somente 17 dias depois é que o País decidiu fazer valer a quarentena para seus 60 milhões de habitantes. Àquela altura, o número de mortes subira para 400.

Dez dias depois do isolamento nacional, em 19 de março, o número de mortos na Itália já superava a China. No dia 21 de março foi o dia do pico de mortes, com 793 óbitos em 24 horas.

No Brasil, a primeira morte por coronavírus ocorreu em 17 de março. Oito dias depois, em 24 de março, Bolsonaro fez um pronunciamento em rede nacional, defendendo que o País retorna à normalidade, e que apenas os idosos e pessoas de saúde debilitada, que fazem parte do grupo de risco da doença, fiquem em casa.

A julgar pelo cronograma da Itália, a situação no Brasil poderia ficar dramática a partir da segunda quinzena de abril.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: REDAÇÃO + ggn