Outro ponto relevante, na última reportagem do The Intercept, é a informação de que Deltan Dallagnol conversava com o Ministro Luis Roberto Barroso, para articular sua indicação como novo relator da Lava Jato, um dia após a morte de Teori Zavascki. E articulou, junto às milícias digitais, ataques aos demais Ministros do Supremo. Como mostra a preparação de um vídeo para constranger Alexandre de Moraes a não votar contra a prisão após 2ª instância.

A revelação desses diálogos comprova que o presidente do STF, Dias Toffoli, estava certo quando propôs investigar os fake news e incluiu procuradores da Lava Jato nas investigações, depois que se soube que um deles, Diogo Castor, financiara cartazes de rua em favor da operação.

Alguns pontos chamam atenção.

O primeiro, de considerar Barroso melhor do que Luiz Edson Fachin, e acionar os movimentos de rua para apoiá-lo e de apoia-lo, apesar de considerar que Fachin “não seria ruim”. E a extraordinária desenvoltura com que articulavam ações com um Ministro do Supremo.

Em todo o processo, Barroso atuou sempre em favor da Lava Jato, mas procurando não sujar as mãos de sangue. A maneira de ajudar consistia em votar genericamente contra questões que poderiam favorecer Lula.

O segundo, a extraordinária coincidência de Fachin ir para a 2ª turma e o algoritmo do Supremo escolhê-lo como relator. Em um sorteio honesto, a probabilidade de sair Fachin seria de 20%. Ou seja, a probabilidade de não sair Fachin seria de 80%. Mesmo assim, deu Fachin.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: ggn + REDAÇÃO