O novo formato do bloco “Muriçocas do Miramar” apresentado ao público, nesta quarta-feira (27) de fogo, em João Pessoa, não fez jus ao título de “2º Maior Bloco de Arrasto do Mundo”, e ficou bem longe dos tempos áureos e desfiles apoteóticos na avenida Epitácio Pessoa.

O público presente foi considerado por muitos o pior da história do bloco. Quem assistiu aos shows do Mestre Fuba e da cantora Elba Ramalho – a homenageada da noite -, no palco armado no cruzamento das avenidas Epitácio Pessoa e Tito Silva, no bairro de Miramar, pode trafegar e dançar tranquilo, sem grandes aglomerações ou o tradicional empurra-empurra de outros anos.

Imagens aéreas da TV Arapuan, que fez a transmissão ao vivo do bloco, mostraram várias vezes os “clarões” no meio da multidão, evidenciando o baixo público presente.

Vários foliões comentaram pela TV Arapuan o “desaparecimento” da agremiação com as mudanças apresentadas. “É um novo formato, mas espero que no próximo ano possa melhorar mais”, disse um dos entrevistados.

“Acabou as muriçocas, morreu!”, disse uma jovem entrevistada.

Contudo, algumas pessoas se agradaram do formato. “As Muriçocas ainda estão vivas. Elba Ramalho deu um show!”, disse outro entrevistado.

Nem os dois trios com atrações como os cantores Beto Movimento e Ramon Schneider, conseguiram arrastar um grande público ao trafegar pela avenida Epitácio Pessoa.

DESABAFO

O vereador Bruno Farias, do PPS, fez um desabafo em suas redes sociais, nesta quinta-feira (28), para lamentar o fracasso de público de um dos que era classificado como um dos maiores blocos da prévia carnavalesca, em João Pessoa, Capital da paraíba.

O Bloco, que arrastava multidão saiu ontem com apenas trios elétricos e foliões dispersos pela avenida.

LEIA O RELATO

“Dia triste para João Pessoa.O que fizeram com as Muriçocas do Miramar? Eu cresci vendo a minha família, os meus amigos e a minha cidade, desde a segunda-feira, se organizando e se preparando para a Quarta-feira de Fogo. Hoje, lamentavelmente, assisti, com tristeza e melancolia, o desfile de um bloco que parece ter sofrido queimaduras em plena Quarta-feira de fogo. As Muriçocas não pertencem a fulano nem a beltrano. As Muriçocas não têm dono. As Muriçocas são patrimônio imaterial de nosso povo. O maior Bloco de Arrasto do País nas prévias carnavalescas DEVE SER MAIOR do que a fogueira das vaidades, DEVE SER MAIOR do que interesses econômicos e DEVE SER MAIOR do que a fissura das relações pessoais. É preciso, em respeito ao nosso povo, repensar as Muriçocas e reavaliar todo o modelo do Folia de Rua, que é – e continuará sendo – uma grande conquista do movimento cultural de nossa cidade. Mas a reoxigenação é essencial. As festas populares, de modo geral, têm que passar por uma transformação. E a primeira delas é a AUTOSSUSTENTABILIDADE. Com níveis cada vez mais exigentes de fiscalização da sociedade na aplicação dos recursos públicos, o único, sadio e transparente caminho é a autossustentabilidade dessas manifestações culturais. É a parceira público-privada motivada pelo envolvimento da sociedade. Só assim, com independência financeira, planejamento estratégico, marketing, publicidade, criatividade e participação das pessoas que as festas populares conseguirão preservar as conquistas e alcançar novos avanços. Aproveitemos essa reflexão para repensar as nossas prévias e resgatar o nosso carnaval!!!”

Outro que também externou seu pesar, nas redes sociais, pelo fracasso do evento, foi o vereador licenciado Helton Renê

“Parabéns aos organizadores do bloco Muriçocas… Inventaram muita moda e deu no que deu!!”, disse.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: wscom + pbagora + REDAÇÃO