A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou, na manhã desta terça-feira (12), voto de solidariedade, apresentado pelo vereador Lucas de Brito (PV), à advogada Myriam Gadelha. Segundo o parlamentar, ela teve sua liberdade de expressão cerceada na Câmara Municipal de Sousa na última sexta-feira (8), durante Sessão Especial alusiva ao Dia Internacional da Mulher.

De acordo com Lucas de Brito, o que aconteceu durante a sessão, “sugere a continuidade, agora sob uma forma mais sútil, da violência que a vitimou em dezembro de 2018”. O parlamentar se referiu a quando a advogada denunciou ter sido vítima de agressões físicas e verbais praticadas, segundo ela, pelo ex-namorado e prefeito da cidade de Sousa, Fábio Tyrone (PSB).

Para Sandra Marrocos (PSB), ao impedir o pronunciamento da advogada, o presidente da Câmara de Sousa, Radamés Estrela (PDT), cometeu uma “agressão institucional”. “O que aconteceu foi uma agressão vil e covarde à história e à trajetória da advogada”, afirmou o vereador Bruno Farias (PPS), parabenizando Lucas de Brito pela iniciativa.

“O caso de Myriam retrata a força física e política de um homem. Quando a cidade de Sousa teve a oportunidade de lhe dar voz, violentamente a cassaram, justamente na casa do povo, onde a voz e a fala de todos deveriam ser respeitadas”, declarou Carlão.

O vereador Bispo José Luiz (PRB) cobrou soluções para o caso da agressão sofrida pela advogada em dezembro de 2018. “Fico pensando, esse caso da advogada aconteceu duas semanas depois de um caso similar aqui em João Pessoa, em que o agressor está no presídio do Róger. Será que a lei vale para todos, ou só para os negros, pobres ou quem não tem um bom advogado de defesa?”, indagou o parlamentar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: cmjp + REDAÇÃO